Mar Puro

Elevação Espiritual de Portugal

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Localização: Rotterdam, Feijenoord, Netherlands

Afinal, o que é a Vida?! A soma das visões de todos aqueles que cá andaram, mais a soma das visões de todos aqueles que cá estão, mais a soma das visões de todos aqueles que cá irão andar, é, aproximadamente, igual á diferença de opiniões sobre isso mesmo...

terça-feira, março 01, 2005

Eternidade ou efemeridade?

A minha experiência de vida tem vindo a ensinar-me
que todos os amores mundanos são passageiros:
depois que o objecto, em que esse amor efémero se projecta, desaparece,
é uma questão de tempo para que esse tal amor desapareça também:
a duração do seu desaparecimento depende do grau de apego que existe
entre o sujeito e o objecto de tal amor.
No meu caso,
cheguei a amar mulheres de um modo tão profundo,
tão elevado e insustentável,
sentindo uma ligação tão irresistível e inquebrável,
tão inimaginável de acabar...
mas acabaram, todos eles!
Nos primeiros tempos eu ficava como se um buraco se abrisse em meu ser
e eu caísse lá para dentro,
levado por uma mágoa indescritível e inconsolável,
como se a minha vida perdesse todo o sentido em existir...
mas depois aconteceu o mesmo com todos esses amores:
os dias passaram,
o buraco existêncial foi-se fechando,
a ilusão foi-se esfumaçando até desaparecer sem eu dar por isso...
Mas o caso torna-se muito mais intenso e duradouro no caso da perca de um filho,
coisa que eu, graças a Deus, ainda não passei
e agradeço a Deus a benevolência que Ele(a) tem tido comigo nesse sentido...
mas num caso destes existem pessoas que nunca mais recuperam enquanto vivas:
o apego aos filhos é grande demais,
esse amor ilusório que, quando perdido, pode arrastar a sua dor por várias vidas...
mas mesmo assim, ao fim de algumas vidas, até essa dor passa,
até que nada mais resta dela em nosso ser.
Reparei também que, enquanto o objecto desse amor estava presente,
tanto eu, como as outras pessoas,
éramos mais amáveis,
amorosos,
amantíssimos para com os outros e todos os seres-vivos,
mas que, quando o objecto desse amor desaparecia,
também a nossa capacidade de comunicarmos amor ao mundo diminuia.
Então vim a compreender que o amor por uma mulher,
pela mãe,
pelo pai,
por um irmão,
um filho,
um animal de estimação,
uma pátria,
um automóvel,
todos estes amores são efémeros e não reais
e que desaparecem quando o objecto sobre o qual ele se manifesta desaparece também.
Então questionei-me:
onde estará então esse Amor real e eterno?
Em que devo eu projectar o Amor que em mim existe
de modo a que nunca este Amor se apague?
Então descobri,
através de profunda contemplação,
que o único objecto válido de projectar esse Amor Infinito é o meu próprio Ser.
E porquê?
Porque Eu Sou O Objecto que nunca desaparece no drama da minha vida,
no qual Eu Sou o principal Personagem...
Eu Sou aquele que para sempre permanece.
Ao projectar o Amor Incondiccional,
Universal
e Infinito sobre o meu próprio Ser,
esse mesmo Amor Incondiccional,
Universal
e Infinito
está sempre em mim para ser derramado por todos os seres deste Universo.
Evidentemente que este Amor nunca se torna vaidoso,
egocêntrico,
egoísta,
ou qualquer coisa que possa prejudicar qualquer um dos seres que existem,
porque Ele não é projectado sobre algo efémero,
nem sobre um qualquer objecto que eu sinta possuir,
ser dono
e que eu sinta poder controlar...
não...
este Amor é derramado sobre algo que não posso afirmar pertencer-me:
Eu.
Mas, paradoxalmente, quando a Ele(a) me entrego tudo me é revelado...
tudo me é dado...
o sofrimento cessa de existir,
a Paz paira em mim
e com Tudo Eu Sou Um.

dualeto_2004@hotmail.com

6 Comments:

Blogger Chantal said...

simplesmente delicioso....e real
é o regresso ao embrião, à nossa essencia interior que reedescobrimos o nosso verdadeiro amor, o brilho solar que nunca se apaga. O vazio é transformado numa fé, fé porsaber que podemos amar com a mesma intensidade muitos objectos semelhantes, mas com a mesma plenitude só a nossa alma. Sortudos são aqueles em que a sua alma entrelaça com a alma de um ser vivente das mesmas intensidades e afectos. Aí o sol é maio, irradia com uma qualidade unica....é o reencontro de dois seres que se auto-conhecem.

Muita paz e descoberta interna

março 01, 2005 5:00 da tarde  
Blogger Chantal said...

permita-me que faça um copypast do seu texto!?

março 01, 2005 5:01 da tarde  
Blogger Chantal said...

Utiliza o msg!? gostaria de conversar consigo.

março 01, 2005 5:24 da tarde  
Blogger isa xana said...

fez-me pensar o que escreveste... e gostei- gosto que os textos me façam reflectir.
em relação ao agradecimento no teu texto em baixo, nao tens nada q agradecer:)
agradeço eu as tuas palavras no meu blog que me fizeram sentir tao bem.
em relaçao à musica, ela está presente num filme sim: Love Actually (O Amor Acontece). o autor é Craig Armstrong e o nome da musica é Portuguese Love Theme.

beijito

março 01, 2005 6:46 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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fevereiro 16, 2007 12:46 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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