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Elevação Espiritual de Portugal

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Afinal, o que é a Vida?! A soma das visões de todos aqueles que cá andaram, mais a soma das visões de todos aqueles que cá estão, mais a soma das visões de todos aqueles que cá irão andar, é, aproximadamente, igual á diferença de opiniões sobre isso mesmo...

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Eu não concordo com o aborto: soluções e refutações...

(Todo este edital é flexivel: se surgirem ideias, quer por minha inspiração, quer por comentário, ou por outra via qualquer, que aperfeiçoem o tema aqui apresentado, então, as devidas alterações serão feitas)

Eu não concordo com o aborto...
Mais especificamente, eu não concordo com a interropção voluntária da gravidez, mas não discordo com o impedimento voluntário da gravidez pelos métodos anti-concepcionais, tais como o preservativo, ou a pílula. Penso que a pílula do dia seguinte é um método de interropção da gravidez e não um método de impedimento da gravidez.
Eu não concordo com o aborto, mas apresento SOLUÇÕES e depois REFUTAÇÕES...
Porém, a melhor coisa que uma sociedade pode fazer é, antes de tudo, despreconceitualizar-se em relação ás questões sexuais e iniciar toda uma educação sexual, aberta e sem tabus, desde a mais tenra idade de qualquer ser-humano: isto vai impedir, cada vez mais, que aconteçam situações indesejáveis no que diz respeito ás práticas sexuais, quer seja ao nível da gravidez não planeada e indesejada, quer seja ao nível da propagação de doenças venéreas: uma coisa que está provada através de exemplos práticos é que, quanto mais despreconceitualizada uma sociedade se torna, menos violações sexuais de mulheres e crianças acontecem... não se deve incluir nesta categoria sociedades de libertinagem sexual... ora, definir onde acaba a libertinagem e começa a liberdade sexual é algo que deixarei para outra ocasião.
Uma coisa que a sociedade portuguesa, em geral, faz de muito incorrecto, é inibir as questões sexuais que as crianças desde a mais tenra idade começam a fazer, ou através de uma postura de fuga ao assunto, ou através de uma postura de vergonha para com o assunto, ou até mesmo com uma postura repreensiva em relação ao assunto.
Nenhum ser-humano é novo demais para começar a compreender o que é a vida sexual.
Evidentemente que a cada idade e a cada pessoa se deve explicar as coisas de acordo com o seu grau de entendimento: nem preconceito, nem libertinagem.


SOLUÇÕES:

1) ADOPÇÃO: em vez de matar o feto indesejado que se está a formar no útero materno, deixar o seu crescimento acontecer normalmente e doá-lo, após nascimento, a quem quer e tenha condições de adoptar crianças, logo, deve acontecer o seguinte:

2) DESENTOPIMENTO BUROCRÁTICO: é importantíssimo facilitar e desentopir o processo burocrático de adopção de crianças para que não se dê o caso da criança ter de ficar com a mãe biológica, o pai biológico, ou a família biológica que não a deseja, ou em qualquer uma instituição á espera que o sistema termine com as formalizações legais da adopção.

3) ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO: acompanhar psicologicamente a mãe biológica, o pai biológico e os familiares biológicos envolvidos no processo de amadurecimento e doação do feto indesejado, até à altura do nascimento do mesmo, por parte de entidades e pessoas que saibam como despertar, orientar e educar o indivíduo para os valores espirituais e mundanos da Vida humana.

4) APOIO ECONÓMICO: o estado deve suportar economicamente a mãe biológica e/ou o pai biológico em todo o processo de amadurecimento uterino e de doação do feto indesejado, até ao momento do nascimento do mesmo, em todas as áreas em que for necessário: gastos médicos, roupa, alimento, deslocações, etc.
As áreas de apoio subsidiário devem ser estudadas caso a caso, assim como a quantidade dispendida no apoio em cada uma das áreas.
A mãe biológica deve ficar em casa, sem trabalhar e com um subsídio estatal, assim que sentir necessidade de que tal aconteça.
Após o nascimento da criança, deve haver um estudo da situação geral da mãe biológica afim de compreender se deve continuar a haver um apoio económico á mesma, ou não, e em que áreas.

CONCLUSÃO ÁS SOLUÇÕES

- Existe um factor em todo este processo de amadurecimento uterino do feto que poderá trazer algumas dificuldades ao bom desenrolar da adopção: a mãe biológica descobrir o amor pelo filho que traz dentro de si.Confesso que ainda não sei qual será a melhor solução para este caso, quando já estiver a acontecer um estudo para a adopção do feto em questão e já houver alguma casal esperando pelo nascimento do bébe para ficar com ele, mas a primeira coisa que me surge é o anulamento da adopção: penso ser preferível desiludir aqueles que se proposeram á adopção, do que retirar o filho da mãe, desejando esta criá-lo.
- Eu não concordo com a pílula do dia seguinte, pois, em meu ponto de vista, ela é um agente de interropção de gravidez e não um agente de impedimento de gravidez (para mais esclarecimento ver abaixo a REFUTAÇÃO "Ninguém sabe com que idade é que o feto já é uma pessoa, ou possui aquilo a que chamamos de alma").

REFUTAÇÕES:

1) Ninguém sabe com que idade é que o feto já é uma pessoa, ou possui aquilo a que chamamos de alma.
Muitos defendem o aborto até aos 3 meses, pois, dizem que o feto ainda não está completamente formado até essa altura e que, logo, não é ainda considerado - por os defensores desta prespéctiva - um ser-humano... mas como é que os defensores desta teoria podem provar isto?!!! A idade em que o feto já é uma pessoa, ou quando é que a alma entra no corpo,ou não, é uma coisa que a ciência ainda não consegue provar: nem a ciência, nem outro qualquer método de descodificação daquilo a que chamamos realidade...
Quem diz que aquilo a que chamamos alma não está presente logo a partir do momento da concepção? Ou quem é que pode afirmar que a alma só entra no corpo/feto depois dos 3 meses? Ou somente quando este nasce? Quem sabe e pode provar qualquer uma destas situações?
Por isso, argumentar que o feto não é ainda uma pessoa antes dos 3 meses é algo um pouco arrogante de afirmar com certeza absoluta...
Logo, a defesa desta teoria não tem bases firmes de serem levadas em consideração.
Elevando a nossa consciência a valores mais altos de posturas e escolhas humanas e tendo em conta que não podemos ainda provar quando é que o feto pode ser, cientificamente, considerado um ser-vivo que luta por sobreviver e, espiritualmente, considerado um ser possuidor de uma alma, então, acabar com uma vida com 1 dia de concepção, ou com 3 meses de concepção, ou com 9 meses de concepção, é, deste modo, igual. Evidentemente que o início de uma vida sexualmente activa traz sempre o risco de uma gravidez acontecer e se tal acontece a responsabilidade deve ser assumida. Para Elevação Espiritual do mundo, de Portugal e do próprio indivíduo temos que ser todos responsáveis pelos actos que cometemos.

2) Fetos fecundados através de violação sexual da mãe biológica.
Mesmo que o feto tenha origem fecunda em situações perturbantes (como é o caso da violação sexual da mãe biológica) este tem direito á vida, não tendo culpa alguma das acções praticadas pelo seu pai biológico... mesmo uma criança concebida através de uma violação tem direito á vida e direito a ser adoptada por quem quer e tenha condições para adoptar a mesma.
Evidentemente que poderá existir, por parte da mãe biológica, uma visão completamente rejeitadora em relação ao facto de ver crescer dentro de si e mais tarde conceber, um ser resultante de uma experiência bastante negativa e dolorosa... porém, isso não é desculpa para a interropção voluntária da gravidez.
Todo o processo de amadurecimento e parto do feto, deve acontecer com o apoio de pessoas competentes que saibam - através de um processo que se assume nada fácil –despertar na mãe biológica a compreensão do respeito pela vida alheia, neste caso, do ser humano por nascer.

3) A mãe biológica, simplesmente, não quer passar pelo processo de gravidez, nem de parto.
Estes casos surgem, geralmente, quando acontece uma gravidez não planeada.
Uma gravidez não planeada tem muitos motivos de acontecer: preservativo roto, a não utilização de contraceptivo, falha do consumo regular da pílula, etc. (excluo aqui o caso da violação sexual por já ter sido acima referido.)
Os meios contraceptivos não são 100% seguros no que diz respeito ao impedimento da gravidez. Evidentemente que o início de uma vida sexualmente activa coloca sempre o risco de uma gravidez acontecer e se tal acontece a responsabilidade deve ser assumida.
Em qualquer um destes casos a mãe tem de assumir a responsabilidade dos seus actos.


dualeto_2004@hotmail.com

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

What a great site » » »

março 02, 2007 12:06 da tarde  
Blogger Marcia said...

Apesar de ser a favor da legalização do aborto, achei muito legal quando você disse que é contra o aborto mesmo em caso de estupro, pois normalmente as pessoas dizem assim: Sou contra o aborto, mas em caso de estupro sou a favor.É ridiculo, elas entram em contradição. A vida quando o pai é estuprador vale menos?
Pessoal que pensa assim, reflitam por favor.

outubro 03, 2009 1:01 da manhã  

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