Mar Puro

Elevação Espiritual de Portugal

Nome:
Localização: Rotterdam, Feijenoord, Netherlands

Afinal, o que é a Vida?! A soma das visões de todos aqueles que cá andaram, mais a soma das visões de todos aqueles que cá estão, mais a soma das visões de todos aqueles que cá irão andar, é, aproximadamente, igual á diferença de opiniões sobre isso mesmo...

sexta-feira, junho 24, 2005

Fénix

Depois de tanto tempo sem escrever no blog de novo me revelo...
Cada vez que escrevo revelo-me...
E já não sou o mesmo: tudo se transforma... e eu transformei-me...
No quê?
Em mim mesmo... naquilo que sempre fui...
Naquilo que nunca deixei de ser...
Mas apresentando-me sempre de modos diversos...
Tanta coisa aconteceu desde a última vez que escrevi...
Minha vida mudou completamente...
O meu modo de me expressar mudou...
Tudo mudou...
E assim é a vida: permanente impermanência...
Amo-vos, porém... a todos... cada vez com mais intensidade... com mais sobriedade...
E os promenores?
Esses, revelo aqueles que devo revelar
e somente aos que estão mais próximos...

dualeto_2004@hotmail.com

quinta-feira, março 31, 2005

A Dureza do Caminho

Segundo as escrituras bíblicas,
um pouco antes de ser preso pelos romanos,
atraiçoado por Judas,
Jesus transmitiu um sentimento que tantas vezes eu sinto em meu caminho,
quando disse:
"Afasta de mim esse cálice, Pai... mas que seja feita a tua vontade e não a minha".
E quantas vezes me identifico eu com o que ele disse já pendurado na cruz:
"Deus meu, Deus meu, porque me desamparás-te?"

dualeto_2004@hotmail.com

sábado, março 26, 2005

Onde está a Permanência?

Existe um ditado budista que diz:
a única lei permanente é a lei da impermanência.
Então onde está aquela permanência,
aquela constância que tanto buscamos para nos transmitir segurança?
Tudo vem de onde vem
e tudo vai para onde vai
e nada fica conosco a não sermos nós próprios:
passam os dias uns atrás dos outros,
a matéria ganha forma
e perde forma com o passar do tempo
e as pessoas que amamos,
ou conhecemos,
vêmo-las nascer vindas sabe-se lá de onde
e vêmo-las morrer indo sabe-se lá para onde...
a única coisa que fica sempre conosco
e está sempre presente somos nós próprios:
em nós está o paradoxo desta dicotomia:
só o agora existe
e o agora somos nós,
está em nós
e só nós o vivemos
e isso é a eternidade,
a constância
e a permanência única que existe.
A única eternidade que existe é o momento presente,
é o agora:
tudo o mais são ilusões que surgem
e desaparecem conforme os factores da causalidade assim o permitem...
e não é que os outros sejam uma ilusão:
ilusão é pensar que somos muitos,
quando não passamos todos de partes de Um só,
que é constituido por imensas individualizações aparentemente separadas umas das outras...
e um é o olho
e outro é dedo
e outro o fígado
e outro um pé...
cada um parte de um Todo
e cada um constituido por várias partes
e cada uma dessas partes constituida por outras partes...
tudo numa individualização aparente,
numa ligação intima,
mas sendo Tudo só Um.
A permanência encontra-se quando tomamos Consciência de quem somos:
Um.
Tudo é só Um.

dualeto_2004@hotmail.com

quinta-feira, março 17, 2005

Comportamentos e crenças

Estes excertos foram retirados do livro "Novas Revelações - uma concersa com deus após o 11 de Setembro" de Neale Donald Walsch

"O problema com que o mundo se depara hoje em dia é um problema espiritual.
"As vossas ideias acerca da espiritualidade estão a matar-vos.
"Rejeitar completamente as vossas crenças actuais seria desacreditar em demasia muito do que foi ensinado, muito do que foi compreendido, muito do que foi feito - e muito do que foi bom.
"[Fálta-vos], muito simplesmente, um entendimento completo. [Precisam] de mais informação.
"A trancendência das crenças actuais não é uma rejeição sem reservas dessas mesmas crenças; é, isso sim, um "acrescento" ao sistema vigente
"A inspiração divina é um direito de nascença de todos os seres humanos.
"(...) as crenças criam comportamentos.
"Todos os comportamentos derivam de crenças.
"Não é possivel fazer-se uma mudança a longo prazo dos comportamentos, sem ter em conta as crenças que estão na sua base.
"... aquelas sociedades que neste momento provocam (e que historicamente provocaram) as maiores convulsões no vosso mundo, são as sociedades que centraram as suas atenções nas crenças.
"E assim, enquanto a maior parte do mundo procura implementar a mudança dizendo ás pessoas o que estas devarão FAZER, aqueles que realmente sabem como motivar as pessoas estão a implementar a mudança dizendo ás pessoas aquilo em que estas devem ACREDITAR.
"(...) resolvam os problemas ao nível da crença.
"Procurem alterar as crenças, não os comportamentos.
"Depois de alterarem uma crença, o comportamento alterar-se-à por si só.
"Devemos mudar as crenças dos mais novos.
"Todavia, se não tomarem cuidado, as vossas próprias crianças aniquilar-vos-ão.
"No entanto, tal não pode acontecer se não mudarem as crenças daqueles que ensinam os mais novos.
"Ninguém faz nada que não seja correcto, de acordo com a sua concepção do mundo.
"- Sabes o que um espelho diz a outro espelho? - Não. - "É tudo feito com pessoas".

dualeto_2004@hotmail.com

Amor e apego

Venho a compreender cada vez melhor a diferença entre Amor e apego:
o Amor liberta o objecto de seu amor,
nada espera dele,
não sente possuí-lo
e incondiccional é o seu amor para com o mesmo.
O apego é ciumento em relação ao objecto do seu apego,
espera sempre alguma coisa dele,
sente-se dono do mesmo
e procura sempre controlá-lo.
O Amor não deseja coisa alguma,
mas tudo faz para que o objecto do seu amor se sinta feliz,
mesmo que isso implique afastar-se dele,
ou afastá-lo de si,
o que faz com facilidade,
já que não sente tê-lo,
logo, nunca sente perdê-lo...
como não espera nada do objecto de seu amor,
nunca se ilude em relação ao mesmo,
logo, nunca se decepciona com ele
e por isso mesmo é que é incondiccional.
O apego, por sua vez, cria uma imagem não real do objecto do seu apego,
de onde parte o desejo de tornar tal objecto igual á imagem que dele faz,
deste modo esperando sempre alguma coisa dele
e sofrendo quando o tal objecto de seu apego não age de acordo com as suas expectativas.
O Amor é a Alma... o apego é o ego.
O Amor é eterno... o apego é efémero.
O Amor é real... o apego é ilusão.
Mas o caminhar o Amor não implica somente distinguir ambos,
o Amor e o apego:
é necessário passar por situações intensas,
muitas vezes extremas e dolorosas,
para que consigamos escolher viver o Amor
e não agir segundo o apego,
coisa que se revela de muita dificuldade para quem tem o ego bem vincado em seu ser,
ou seja, a personalidade bem vincada.
Pensamos tantas vezes amar,
quando, verdadeiramente, não passa de apego:
daqui vem o sofrimento do mundo...
quem vive o Amor sabe que ele é eterno
e que nem com o desencarnar ele termina...
mas quem vive segundo o apego, o ego, ou personalidade,
sofre cada vez que alguma coisa se afasta de si,
porque, sentindo possuir,
sente perca.
O Amor é a Alma... o apego é o ego.
O Amor é eterno... o apego é efémero.
O Amor é real... o apego é ilusão.
O Amor liberta o sujeito e o objecto.
O apego prende o sujeito e o objecto do seu apego.

dualeto_2004@hotmail.com

sábado, março 12, 2005

(...)

É no silêncio que ouço a Voz de Deus.
É na escuridão que vejo a Luz da Alma a brilhar.
É parado,
quieto,
imóvel como uma pedra que alcanço o Infinito.
É através da cessação dos pensamentos,
dos sentimentos,
e dos sonhos que dislumbro quem Eu Sou.
É através do esquecimento dos aromas,
dos toques,
dos paladares,
dos sons
e das visões que sou Livre.
É através do desprezo para com tudo
que o Todo se revela
e que o Amor para com os seres me faz seguir
pelo Caminho que conduz á Felicidade Eterna.

Mas como, Mestre, como é que foi surgir em mim este sonho de Libertação?
De onde veio até mim esta falta de Infinito que me empurrou pelo precipício da busca?
Que fiz eu para que nascesse em mim esta saudade de Mim mesmo?
Afinal, o que interessa a Razão?
Estou Aqui,
Agora
tu és comigo
pois, Tu me És e Eu te Sou e não há nem Tu nem Eu mas somente Um...

... afinal, nada é verdadeiramente importante.

dualeto_2004@hotmail.com

quarta-feira, março 09, 2005

Tranquilidade

"Quando nem a realidade nem a não-realidade deixam de se apresentar ao espírito, então, na ausência de qualquer outra atitude possivel, o espírito liberto de conceitos tranquiliza-se."

in Bodhicaryavatara de Shantideva

dualeto_2004@hotmail.com

sexta-feira, março 04, 2005

Felicidade, tristeza e alegria

Hoje estou triste,
mas nem por isso deixo de ser feliz.
Afinal, a felicidade é isso mesmo:
tristeza e alegria.
A infelicidade é só tristeza e mágoa e desânimo e abismo,
por isso eu não quero nada com ela.
Mas quem é feliz vê o seu espírito ser tocado por ambas:
pela tristeza e pela alegria...
são coisas que fazem parte do dia-a-dia...
só que, quem é feliz, olha para as coisas com plenitude, paz e harmonia
e quem é infeliz só vê tristeza e mágoa e desânimo e abismo.
Eu vejo plenitude, paz e harmonia...
só que hoje eu estou triste.
Nem tãopouco interessa a razão...
o que interessa é que, mesmo triste, não deixo de ser feliz.
Já houve tempos em que fui infeliz...
mas hoje já não o sou...
só que umas vezes estou triste
e outras vezes estou alegre.
Porquê?
Porque os meus dias,
ou são bons, ou são menos bons...
eu já não tenho dias maus.
Já tive dias maus,
mas hoje eu já não tenho mais:
agora só tenho dias bons e menos bons
porque é assim que eu decidi chamar-lhes,
por isso é que agora só tenho dias bons.
Muitas vezes, o modo como vemos a vida tem muito a haver com as palavras que utilizamos
e com o nome que chamamos ás coisas...
a palavra tem um poder muito grande sobre nós.
Por isso é que eu só vejo coisas boas e coisas menos boas em minha vida:
porque passei a chamar as coisas de outra maneira,
logo, a minha visão de vida foi alterada...
ou será que foi ao alterar a minha visão de vida que passei a chamar as coisas por outros nomes? O que é certo é que já deixei de ver coisas más:
essas, para mim, já não existem.
A Grande Máquina Universal, o espírito e o corpo são muito elásticos
e moldam-se facilmente áquilo que concebemos mentalmente.
No nível mundano
as coisas que concebemos mentalmente ainda demoram um certo tempo a serem concretizadas e porque demora esse tempo,
os factores ao redor da criação mudam
e as coisas que idealizámos,
quando se materializam,
já não são bem aquilo que pensámos inicialmente...
mas em níveis mais elevados,
assim que pensamos, criamos!
É instantâneo!
Agora compreende-se porque é que devemos purificar todos os constituintes de nosso ser
e porque é que existem pessoas que não podem ter logo acesso a tais níveis espirituais
sem primeiro passarem por níveis de purificação,
tal qual como o Inferno que nada mais é do que um enorme hospital espiritual...
e não pensem que se fica lá para sempre
como certas instituições nos querem fazer querer:
passamos por lá quando precisamos de ser curados em determinados aspectos do nosso espírito, mas ninguém permanece lá para sempre.
Agora, já imaginaram o que era se maior parte das mentes que por esta terra andam,
fossem parar a um nível onde as concepções mentais são imediatamente criadas?
Exacto: seria o caos e o inferno!
Agora já sabemos porque é que o inferno existe:
porque existem muitas mentes que concebem coisas menos boas.
Coisas mais caóticas...
e quando essas mentes que pensam coisas menos boas e mais caóticas se juntam todas
e juntam todos os seus infernos pessoais numa só coisa,
estão criadas as condições para que o inferno apareça...
ora, nós já vimos, ao longo de nossa história, isso acontecer várias vezes no nível mundano... ainda para mais porque,
aqui,
no nível material, mundano,
o lado negativo, destrutivo e caótico é materializado com muito mais rapidez
do que o lado positivo, construtivo e vivificante.
Porquê?
Porque o lado negativo possui uma energia mais densa
(característica fundamental do nível material)
enquanto que o lado positivo possui uma energia mais súbtil
(característica fundamental dos níveis espirituais)
que não actua tão rapidamente no mundo quanto a outra tal energia chamada negativa.
Por isso é que eu hoje estou triste, mas sou feliz.
O mundo chamado civilizado
nada mais é do que o resultado de todas as mentes a funcionarem ao mesmo tempo
e em conjunto...
são vários mundos a coexistirem uns com os outros,
criando um mundo ainda maior...
e se eu hoje estou triste, mas sou feliz, é porque eu sou Senhor em meu próprio mundo
e porque eu estou, aos poucos, a construir o paraíso
no qual eu já estou e irei quando desencarnar.
Estar é passageiro...
ser é permanente.
Mas, devido á nossa capacidade infinita de criação,
até o ser pode ser alterado,
a não ser que decidamos que ele seja permanente...
paradoxal, não é?
E engraçado também...

dualeto_2004@hotmail.com

quinta-feira, março 03, 2005

Como é que tudo começou?!

Se posso definir um começo,
posso dizer que tudo começou com o desejo de acabar com o meu próprio sofrimento:
sentia-me a afundar na dor e no desespero
de não conseguir compreender o nascimento sem lembrança,
a vida sem um método e um sentido específicos
e a morte sem escolha possivel...
a princípio tive medo do abismo que isso abria á minha frente.
Disseram-me que não deveria pensar nestas coisas,
que a Verdade e a Perfeição não existiam
e que eu deveria era concentrar-me em arranjar uma mulher,
construir uma carreira profissional,
ter filhos,
etc.
Evidentemente que nunca consegui concentrar-me em tais coisas,
apesar de ter construido algumas delas em meu caminho...
Depois, do fundo do meu Coração,
vinda sei lá de onde,
surgiu uma fé de que haveria (tinha de haver!) uma qualquer porta de saída...
Agora, que o tempo está a deixar de existir
e a distância começa ser cada vez mais curta entre mim
e cada um dos seres que existem no visível e no invisível,
aquele desejo está a ser substituído pelo paradoxo da inexistência de desejo
e o desejo de mostrar a todos os seres a porta que conduz á libertação do mesmo sofrimento.
Sofro quando vejo cada um dos meus irmãos e irmãs deste mundo
a ser controlado pelo desejo de coisas ilusórias,
julgando que estas podem cessar completamente o sofrimento...
podem até momentaneamente, trazer algum alívio,
mas os seus resultados não são eternos
e ironicamente, muitas delas somente aumentam o mesmo sofrimento.
Vejo-os, insanamente, fazer de tudo para obter sexo,
através do qual eles pensam conseguir alcançar o tal extânse
que, inconscientemente, lembram ter sentido no Paraíso de onde vieram.
Vejo-os procurar no álcóol e na droga
a mesma pacífica plenitude em que viviam antes de encarnar.
Vejo-os jogar compulsivamente á espera de ganhar o alívio que tanto anseiam.
Vejo-os sofrer e sacrificar ainda mais as suas existências
só para cuidar e adornar de luxo o corpo físico que nada lhes é
e que, inevitavelmente, irá apodrecer e os bichos irão comer.
Sinto o seu sofrimento quando,
por ignorância,
fazem os outros sofrer
somente por pensarem ser esse o modo que fará acabar o seu prórpio sofrimento.
Por isso, hoje, eu vivo para lhes lembrar que existe uma porta de escapatória
e que o sofrimento pode, eficazmente, cessar...
ou pensavam vocês que esta infinita e perfeita Máquina, a que tantos chamam de Deus,
iria esquecer de criar tal coisa?
A porta de escapatória está mais perto de nós do que a ponta dos nossos narizes.
O imenso abismo que nos separa do Paraíso
é mais pequeno do que a espessura de um fio de cabelo.
Quem procura encontra,
quem pede obtém,
quem chama é atendido...
e nesta realidade virtual o máximo que podemos fazer
é lembrar-nos uns aos outros de que não devemos parar de procurar até encontrar:
esta é a principal e mais forte razão de nossa existência:
a Libertação Total, a Completa Iluminação...
Sem Iluminação nunca poderemos ser verdadeiramente bons pais,
bons maridos
e boas esposas,
bons patrões,
bons amigos,
bons cidadãos,
bons seres humanos...
Sem Iluminação tudo o que fazemos é parcial e incompleto:
somos bons parcialmente,
somos eficazes parcialmente,
somos úteis parcialmente,
por que nunca estamos a ver completamente todo o Plano Universal
que rege as leis do funcionamento da nossa Casa...

dualeto_2004@hotmail.com

terça-feira, março 01, 2005

Eternidade ou efemeridade?

A minha experiência de vida tem vindo a ensinar-me
que todos os amores mundanos são passageiros:
depois que o objecto, em que esse amor efémero se projecta, desaparece,
é uma questão de tempo para que esse tal amor desapareça também:
a duração do seu desaparecimento depende do grau de apego que existe
entre o sujeito e o objecto de tal amor.
No meu caso,
cheguei a amar mulheres de um modo tão profundo,
tão elevado e insustentável,
sentindo uma ligação tão irresistível e inquebrável,
tão inimaginável de acabar...
mas acabaram, todos eles!
Nos primeiros tempos eu ficava como se um buraco se abrisse em meu ser
e eu caísse lá para dentro,
levado por uma mágoa indescritível e inconsolável,
como se a minha vida perdesse todo o sentido em existir...
mas depois aconteceu o mesmo com todos esses amores:
os dias passaram,
o buraco existêncial foi-se fechando,
a ilusão foi-se esfumaçando até desaparecer sem eu dar por isso...
Mas o caso torna-se muito mais intenso e duradouro no caso da perca de um filho,
coisa que eu, graças a Deus, ainda não passei
e agradeço a Deus a benevolência que Ele(a) tem tido comigo nesse sentido...
mas num caso destes existem pessoas que nunca mais recuperam enquanto vivas:
o apego aos filhos é grande demais,
esse amor ilusório que, quando perdido, pode arrastar a sua dor por várias vidas...
mas mesmo assim, ao fim de algumas vidas, até essa dor passa,
até que nada mais resta dela em nosso ser.
Reparei também que, enquanto o objecto desse amor estava presente,
tanto eu, como as outras pessoas,
éramos mais amáveis,
amorosos,
amantíssimos para com os outros e todos os seres-vivos,
mas que, quando o objecto desse amor desaparecia,
também a nossa capacidade de comunicarmos amor ao mundo diminuia.
Então vim a compreender que o amor por uma mulher,
pela mãe,
pelo pai,
por um irmão,
um filho,
um animal de estimação,
uma pátria,
um automóvel,
todos estes amores são efémeros e não reais
e que desaparecem quando o objecto sobre o qual ele se manifesta desaparece também.
Então questionei-me:
onde estará então esse Amor real e eterno?
Em que devo eu projectar o Amor que em mim existe
de modo a que nunca este Amor se apague?
Então descobri,
através de profunda contemplação,
que o único objecto válido de projectar esse Amor Infinito é o meu próprio Ser.
E porquê?
Porque Eu Sou O Objecto que nunca desaparece no drama da minha vida,
no qual Eu Sou o principal Personagem...
Eu Sou aquele que para sempre permanece.
Ao projectar o Amor Incondiccional,
Universal
e Infinito sobre o meu próprio Ser,
esse mesmo Amor Incondiccional,
Universal
e Infinito
está sempre em mim para ser derramado por todos os seres deste Universo.
Evidentemente que este Amor nunca se torna vaidoso,
egocêntrico,
egoísta,
ou qualquer coisa que possa prejudicar qualquer um dos seres que existem,
porque Ele não é projectado sobre algo efémero,
nem sobre um qualquer objecto que eu sinta possuir,
ser dono
e que eu sinta poder controlar...
não...
este Amor é derramado sobre algo que não posso afirmar pertencer-me:
Eu.
Mas, paradoxalmente, quando a Ele(a) me entrego tudo me é revelado...
tudo me é dado...
o sofrimento cessa de existir,
a Paz paira em mim
e com Tudo Eu Sou Um.

dualeto_2004@hotmail.com

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Distrações...

Futebol e política,
concertos e noitadas,
discotecas e bares,
concursos televisivos e notícias escaldantes,
alcóol e droga,
internet e sexo,
jogos de PC e totoloto e totobola e raspadinha:
tudo isto e muito mais oferece a sociedade
como substituto á felicidade,
prometendo alívio do sofrimento...
mas são estas mesmas coisas reflexo da causa de sofrimento
e vazio existêncial.
A causa do sofrimento?
A ignorância.
Mas todos agem como se desde sempre cá estivessem
e para sempre fossem ficar.
Ainda hoje não entendo
como é possivel viver
e não procurar
o significado de existir...?
Enquanto isso, a Alma, nada esperando,
nada prometendo,
nada necessitando,
dorme a um canto de nosso ser,
Resposta a tudo o que procuramos,
Fonte de Amor,
cessação de sofrimento e alívio á dor...

(Agradeço-te Isa: a tua sugestão vai-me ajudar a melhorar o modo de apresentação deste blog)

dualeto_2004@hotmail.com

domingo, fevereiro 27, 2005

Porquê escrevo eu neste blog?

Á parte de uma auto-clarificação
sobre aquilo que penso acerca do funcionamento social de Portugal
e do mundo,
afinal para que é que eu escrevo neste blog?
O que é que eu estou aqui a criar?
Quando desligo o computador onde é que está,
em minha vida,
o que construi virtualmente?
E será que alguém lê isto?
E se lêr será que lhe beneficiará de alguma coisa?
"Elevação Espiritual de Portugal"...
não será esta gota de água pequena demais?
Talvez sejam dúvidas deste tipo que surjem em muitas das pessoas que escrevem blogues... depois olho para o que escrevo
e olho para o nível de consciência de Portugal
e para as muitas visões que cobrem o território
e dúvido...
eu já me encontrei
e estou bem
e feliz comigo próprio...
mas será que isto basta para distribuir o que em mim já dislumrei?

dualeto_2004@hotmail.com

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Como funcionará melhor este sistema social?

Para que a Elevação Espiritual de Portugal aconteça na direcção vivificante, positiva e amantíssima, cada português deve compreender o seguinte:
Temos de ter a consciência que não é nada fácil fazer um país funcionar da melhor maneira: são muitas pessoas, muitas ideias, muitas maneiras de estar e ver a vida.
Temos de ter consciência de que a Europa, até há pouco tempo, viu muitos dos seus países serem governados por tiranos que, de um modo, no mínimo, egoísta e egocêntrico, fizeram cada um desses países funcionarem em prol do seu próprio bem-estar pessoal, logo, estagnando e até mesmo atrasando a evolução dos mesmos.
Temos de ter consciência que a democracia está implantada na Europa há bem pouco tempo...
Temos de ter consciência de que fazemos parte de uma experiência social e democrata em larga escala, onde as várias pessoas que, por cada governo passam, eleitas pela nação, vão experimentando vários métodos de funcionamento da máquina social, nas várias áreas que constituem o país.
Temos de ter consciência de que, neste momento, experimentam-se métodos de alcançar a harmonia entre entidades patronais e operárias; entre curriculuns escolares, professores, alunos e mercado de trabalho; entre meio ambiente e economia empresarial, etc., etc., etc...
Ora, para alcançar tal harmonia de funcionamento social entre as várias áreas que constituem uma sociedade, tem-se que, maior parte das vezes, aprovar leis e métodos que nunca foram experimentados a nível prático em nenhuma sociedade, mas que, teoricamente, parecem ir aproximar a área a que elas se destinam da harmonia entre os vários componentes humanos e materiais que dela fazem parte... depois, é deixar a coisa correr, procurar aplicar tais métodos da melhor maneira possivel e vêr quais são os resultados.
Temos de ter consciência de que, presentemente, não há outra maneira de descobrir qual a melhor maneira de fazer uma sociedade funcionar e que não existe, por agora, melhor maneira de aproximar o Homem da utópica Sociedade Perfeita, a não ser através deste método exprimental.
Cada português tem de ter consciência de que cada um tem um esforço a fazer para que o sistema funcione nas melhores condições, compreendendo que, também os seus governantes (e vamos acreditar nisto) estão a esforçar-se por fazer a sociedade portuguesa funcionar da melhor maneira possivel.
Para que a evolução aconteça mais rápida e eficazmente, cada uma das partes que constiuti a nação tem de ter a consciência que, quando acorda de manhã, tudo o que fizer, disser, sentir, comer, beber, etc., irá mudar tudo á sua volta! Desde políticos, financeiros, empresários, operários, estudantes, todos precisam de compreender que somente através do amor, do respeito, da tolerância para com cada um dos irmãos e irmãs é que o país evolui espiritual e materialmente.
É difícil fazer um país funcionar, mas mais difícil é educar cada um dos seus cidadãos. Quando a classe governamental se assume como algo humano, que pode errar e que está em vias de crescimento, então, torna-se muito mais credível aos olhos da nação e a própria nação sente-se mais próxima dos seus governantes e pronta a judá-los no desenvolvimento positivo, vivificante e amantíssimo da mesma.
Quando as classes governamentais dão o exemplo sobre o que é o Amor, a compreensão, a tolerância e o respeito, então, toda a nação sente que tem um ponto de referência para o que é vivificante, positivo e amantíssimo.
Quando os meios de divulgação informativa educam o cidadão sobre cultura cívica, os métodos aplicados no funcionamento da sociedade, ainda que experimentais, resultam em níveis muito mais elevados de sucesso, devido ao crescimento da consciência cívica nos meios públicos e profissionais. O que acontece em Portugal é exactamente o contrário: devido ao baixo nível de consciência cívica existente no território, qualquer método experiementado em qualquer uma das áreas que constituem a sociedade portuguesa, resulta em menor grau de eficiência, já que, a consciência cívica do povo português não ajuda no sucesso da concretização de tais métodos.
Temos que ter consciência de que, tudo o que fazemos, é uma construção prática do país em que vivemos. Se tivermos consciência disto, então, a sociedade evoluirá para níveis de qualidade de vida muito mais agradáveis a qualquer um dos cidadãos.

dualeto_2004@hotmail.com

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Expressões de Ti mesmo...


Expressa beleza e tua vida será bela...
Expressa alegria e tua vida será alegre...
Expressa o que quiseres e assim será tua vida...
por isso,
mais vale expressar coisas positivas,
vivificantes
,
construtivas,
felizes,
amorosas e compassivas,
pacíficas,
tolerantes,
saudáveis,
sábias e luminosas,
sinceras,
elevadas
e plenas de tudo aquilo que sentes ser o que vai expressar
genuinamente
aquilo que verdadeiramente és...

Libertação de Portugal

Volto a repetir: enquanto Portugal e cada um dos portugueses, individualmente, não deixar de pensar de um modo parcial, partidário e exclusivista, o país não evolui no sentido que cada português sente que a nação deve evoluir... mas tudo faz parte de um processo e precisamos compreender onde estamos e para saber para onde queremos ir.
Entendo que maior parte dos portugueses não consigam compreender, ou ter consciência desse Chamamento que sentem na Alma, mas Ele está lá e se não fôr ouvido e compreendido, Portugal irá sempre cair na depressão espiritual e , consequentemente, económica, o que, evidentemente, arrastará, novamente, todas as outras áreas da vida de cada cidadão e da sociedade em geral, até aos níveis da infelicidade e da falta de qualidade de vida.
Posturas politico-partidárias, religiosas, clubistas e de qualquer modo exclusivistas e de sistemas ideológicos, mais, ou menos, fechados, vão sempre limitar a visão de cada indivíduo no sentido de uma evolução pessoal de respeito, de compreensão, de apoio e Amor ao próximo.
Não existe uma só maneira das coisas serem feitas: é preciso ouvir os outros, manter a mente e o Coração abertos e encontrar, deste modo, o equilibrio das opções humanas.
Vejamos, p. ex., o caso desta maioria absoluta do Partido Socialista: houve 35% de abstenções... dos 65% que foram votar, 45% votaram no P.S e 65% nos restantes partidos.... ora, isto representa que somente 22.75% da população preferiu o P.S.; que 42.25% preferiu votar em outro partido qualquer e que os restantes 35% nem sequer compareceram nas mesas de votos... logo, será que isto representa uma verdadeira maioria e a vontade real de um povo? O sistema tem de mudar, pois, (contas finais) com 77.25% de insatisfeitos como resultado do acto eleitoral, evidentemente, maior parte do país está contra o rumo que as coisas estão a tomar.
O único rumo é o Rumo do Coração, mas este é um Caminho, sobre o qual, o português ainda não dislumbra qualquer lider para seguir... e não dislumbra porque não existe: o líder está em nós mesmos e a mudança tem de ser feita interiormente.
Um voto em branco, ou um voto nulo significa a concordância com o que está implantado ao nível do modo como o sistema funciona (democracia), mas não concordar e não se identificar com nenhuma das pessoas que se candidatam a fazer o sistema funcionar.
Não comparecer nas mesas de votos, ou abster-se de votar, representa que não se está de acordo com o sistema de funcionamento da sociedade.
Provavelmente ainda temos que passar pela democracia liberal antes da democracia desaparecer completamente, mas este é o destino da sociedade global: o fim da democracia.
Não votar é algo que assusta a população, por pensar que, deste modo, existe o perigo de subir ao poder mais um ditador... mas, se o povo não votar, o ditador só aparecerá se o povo deixar e se o Coração popular não estiver virado e educado para aquilo que é o Verdadeiro Rumo de Portugal: o Amor... e o Amor não teme, tudo resolve... e quando as nossas acções e escolhas mundanas têm por base este que é o maior Poder do Universo, o mundo transformar-se - através do trabalho de nossas mãos - num verdadeiro Paraíso.
Elevamos um homem á liderança de um partido e acreditamos que é ele que vai resolver tudo e que nos vai liderar até ao alívio e á felicidade.
Aderimos a uma religião e acreditamos que é ela o Caminho que vai resolver tudo e que nos vai conduzir até ao alívio e á felicidade.
Porém, o verdadeiro alívio e a verdadeira felicidade está mais perto de nós do que a ponta dos nossos narizes: somos nós próprios... e somos tão humildes, ou tão arrogantes, que nem sequer olhamos, ouvimos e acreditamos no Imenso Poder que em nós existe e que está pronto a servir-nos e encaminhar-nos para a Elevação Espiritual de Portugal e de todos os portugueses.
A solução para Portugal é a libertação das amarras que nos limitam e nos prendem e nos fazem olhar com desconfiança para cada um dos nossos irmãos e irmãs, simplesmente, por ele, ou ela, pertencer a uma qualquer outra amarra que, também a ele(a), o(a) limita e prende.
Libertem Portugal libertando os vossos próprios espíritos.

dualeto_2004@hotmail.com

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

A Maçonaria venceu!!!

Vejam só isto: aconteceu algo semelhante ao que aconteceu há cerca de 100 anos atrás, aquando a queda da monarquia e a instauração da república em Portugal: todo o movimento de bastidores da Maçonaria resultou no bom sucesso das suas intensões... afinal, mais uma vez, Portugal estava a precisar de uma mudança radical... agora é esperar os resultados de tais opções.
Ou será que ainda não se aperceberam de quem está por trás do Engº José Socrates e de toda a equipa que irá constituir o governo? Ou como é que pensam que uma pessoa como o Prof. Cavaco Silva já divulgou por todo o país a sua intensão de se candidatar á presidência da República somente com o seu silêncio? E vêem alguém por trás dele a apoiá-lo? Não. Claro que não. Até parece que não existe ninguém a apoiar o professor. É um trabalho de uma Ordem que gosta de agir discretamente, mas com grande impacto na sociedade portuguesa. Não sabem quem são os maçons em Portugal? Tomem atenção, ou busquem, então, declarações recentes da Maçonaria em jornais de grande tiragem em Portugal e vejam para além das cortinas do palco onde a peça dedicada ao povo e aos mass média se desenrrola...

dualeto_2004@hotmail.com

sábado, fevereiro 19, 2005

Ninguém é português!

Para que não haja dúvidas, eu não pertenço a qualquer "ismo", "logia", "ista", ou "ense", quer seja de origem religiosa, política, desportiva, científica, militar e nem sequer estou ligado a qualquer meio de comunicação social...
Eu nasci em Portugal, mas não me considero português, apesar de contribuir para a elevação da qualidade de vida desta nação nas áreas em que a minha existência me proporcionam.
Eu falo, escrevo e penso em português mas eu sou um ser universal.
Para mim não existem bandeiras, nem fronteiras, apesar de eu ter que me sujeitar a essas ilusões que os homens criaram, assim como tenho de me sujeitar ás leis que existem por trás de cada uma delas.
Vou cada vez mais conhecendo a raíz da história do pedaço de terra em que, presentemente, se situa Portugal, assim como vou cada vez mais conhecendo aquele pedaço de história que deu origem a Portugal e a história de Portugal propriamente dita.
Conheço a história da bandeira portuguesa, os significados de cada uma das bandeiras que existiram ao longo da história portuguesa e sei como se constrói a actual bandeira de Portugal nas suas proporções exactas, assim como o significado de cada uma das partes que a constituem. Conheço muito do território português de norte a Sul.
Conheço muitas das tradições que nele existem.
Conheço muitos dos seus escritores, pensadores, cantores e outros mais que caracterizaram e caracterizam Portugal.
Cada vez mais compreendo as minhas origens.
E é por compreender cada vez mais tudo isto que hoje eu sei que não sou português, não pertenço a Portugal e que as fronteiras são todas ilusões.
Hoje eu sei que ninguém é português.

Bem haja a todos aqueles que nasceram e se consideram portugueses... assim como a todos os outros.

Com os votos de dias plenos de Amor e Alegria, Saúde e Sabedoria,

dualeto_2004@hotmail.com

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Eu Sou Deus

Eu Sou Vida.
e Vida é Amor.
Deus é Amor.
Se Vida é Amor e Deus é Amor,
logo,
Deus é Vida.
Se Eu Sou Vida e Deus é Vida.
logo,
Deus Sou Eu e Eu Sou Deus.

Deus é tudo,
logo,
tudo é Deus.
Tudo são as pedras,
as árvores,
os animais,
as pessoas,
os planetas,
as estrelas,
as galáxias
e todo o Universo.
Se Deus é tudo
e tudo são as pedras,
as árvores,
os animais,
as pessoas,
os planetas,
as estrelas,
as galáxias
e todo o Universo,
logo,
Deus são as pedras,
as árvores,
os animais,
as pessoas,
os planetas,
as estrelas,
as galáxias
e todo o Universo.

O Universo é o corpo de Deus.
O Universo é a manifestação física de Deus.
Não existe parte nenhuma do Universo da qual se possa dizer:
"- Isto não é Deus."
Porque Deus é tudo e tudo é Deus.

Logo,
Eu Sou Deus
a respirar Deus,
a comer Deus,
a beber Deus,
a andar em Deus,
a amar Deus,
a praticar sexo com Deus,
a falar com Deus,
a escrever para Deus...
...porque Deus és tu.

Eu Sou Deus e Deus é tudo.
Logo,
Eu Sou tudo.
E se Deus é tudo,
logo,
Deus és tu e tu és Deus.
E se Eu Sou Deus,
logo,
Eu Sou tu.
Tu és Eu.
Afinal, não há tu,
nem há eu.
Somente a ilusão de que tudo é separado e distinto...
Eu Sou Deus.
Deus é tudo.
Eu Sou tudo e tu também.
Não há dois “tudos”.
Só há Eu.
E Eu Sou Deus.


dualeto_2004@hotmail.com

Quem Sou Eu?

“- Quem sou Eu?”
“- Eu Sou O que Eu Sou.”

“- Onde estou Eu?”
“- Aqui.”

“- De onde vim Eu?”
“- Daqui.”

“- Para onde vou Eu?”
“- Para Aqui.”

“- Que faço Eu Aqui?”
“- Descubro quem Eu Sou."

“- E O que Eu Sou?”
“- Eu Sou O.”
“- Sou o quê?!”
“-O é O que Eu Sou. Eu Sou O que Eu Sou.”
“- Sou O?!...”
“-Ou A.”
“- A?!”
“- Chega-se a um certo nível em que O e A são a mesma coisa e a ilusão dos paradoxos, divisões e distinções deixa de existir. Compreendes que tudo é só Um e a Verdade é conhecida porque experimentas e vives isso mesmo. Logo, não há feminino, nem masculino.”

“- E qual é a Verdade?”
“- ...”
“- Não me respondes?!”
“- ... sim, respondo.”
“- E qual é a Verdade?”
“- ...”
“- Não compreendo esse silêncio.”
“- Não dá para mostrar a Verdade por palavras porque as palavras são reflexo deste nível mundano de paradoxos, logo, nunca conseguirão reflectir, realmente, os níveis mais altos de Consciência, de Conhecimento e de Sabedoria. Quando digo “Verdade” implica que existe uma “mentira” e não existe mentira, porque tudo é só uma coisa. E ao exprimirmo-nos verbalmente sobre a Verdade deixamos sempre algo de fora que não conseguimos exprimir por palavras e se algo está de fora, é porque não estamos perante a Verdade, mas, no máximo, perante uma parcela dela, uma verdade relativa”
“- Certo. Compreendo. Neste plano vivemos a verdade relativa, um dos reflexos da Verdade. Não podemos exprimir a Verdade Absoluta por palavras. Quando dizes “palavras” implica que existe “silêncio”. Se dizes “reflexo” implica que existe “sujeito” e “objecto”. Se dizes “nunca” é porque existe “sempre”.

"- Isso. Esta realidade paradoxal pertence a este nível mundano onde as coisas parece que estão separadas, distintas, individualizadas, independentes umas das outras. Em níveis mais altos os paradoxos não existem e por mais que tentemos o contrário, isto é inexprimível em termos mundanos. Ou experimentas, ou não sabes. Intelectualizas e pensas saber, porém, admira-te, meu irmão, a Sabedoria vem quando desaparecem a inteligência, o pensar, o imaginar, o sonhar... a Sabedoria manifesta-se quando desaparecem todos os seus reflexos... e só fica o silêncio.”


dualeto_2004@hotmail.com

Um Dia...

Eu sei que chegará o dia em que não precisaremos mais de líderes e todos saberão muito bem o que têm a fazer sem que, para tal, seja preciso alguém que os mande fazer, pois, todos terão a maturidade e a responsabilidade espiritual suficientes para saber quando e o que é que devem fazer, onde e ao quê, ou a quem....
Eu sei que neste dia a educação será feita com Amor e não com competição e que os interesses e as questões das crianças serão levadas muito a sério, pois, naturalmente, cada um de nós sabe muito bem, desde que nasceu, o porquê de ter nascido....
Neste dia as crianças já não esquecerão o porquê de terem nascido...
Neste dia as crianças lembrar-se-ão de onde vieram e até ajudarão os adultos a lembrarem-se de onde eles vieram também...
Neste dia, quando alguém estiver para desencarnar, saberá muito bem para onde irá e não mais haverá o desespero de tal acontecer e acontecerá sempre em ambiente de Paz e Amor.

dualeto_2004@hotmail.com

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

A Morte do Fado

... ou melhor, a transmutação, a metamorfose do Fado.
Fado é sinónimo de saudade.
Saudade é a falta de algo, o desejo desse algo estar presente, logo, é um sentimento de desejo projectado no futuro.
Quando esse algo está presente já não há saudade.
Ora, o Fado é a manifestação da saudade que o português sente da Alma Portuguesa, da Vibração da Alma Portuguesa.
Quando a Alma Portuguesa estiver presente, a vibrar, não mais fará sentido o Fado.
Ter o Fado presente quando a Alma Portuguesa já estiver a vibrar será a mesma coisa que continuármos agarrados á fotografia da pessoa amada quando ela já estiver presente.
Por isso é que o Fado, hoje, está a transmutar-se, a metamorfosear-se, através de influências estrangeiras, através de experiências feitas pela juventude com a guitarra portuguesa, com casamentos entre o Fado e o flamengo, entre o Fado e a música indiana, a música oriental, o Rock, etc... através de vozes femininas que elevam o Fado a uma dimensão mais espiritual, mais anímica, muito mais elevada do que a dimensão da herança de uma Severa... simplesmente, porque a Alma Portuguesa está a recomeçar a vibrar com a sua força original.
E como a Alma Portuguesa é universal também o Fado está a transmutar-se, a metamorfosear-se em algo universal...


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Alma Portugesa

(Esta é a letra de uma música que eu compus e está devidamente registada na S.P.A.-Sociedade Portuguesa de Autores)

Alma Portuguesa,
não chores mais:
este tempo é concerteza,
aquilo que tu tanto esperais.

Chega agora o Desejado,
D. Sebastião e o seu Mito,
aquele e este são nosso fado,
tudo é triste e tanto bonito.

Como a saudade que sentíamos
é de um vibrar que renasceu,
vibra, meu povo, com força vibra,
mata a saudade que o fado venceu.

Alfama e Mouraria
hão-de ver o Fado morrer;
hão-de ver nascer o dia
da Alma Portuguesa se erguer.

O Fado é saudade
de uma era já passada:
morre a saudade, morre o fado,
geração por Deus despertada.

Com a Alma a vibrar
já os jovens sairam á rua...
até os velhos virão dançar...
... este é o povo Filho da Luz.

E do Mar outrora navegado,
um trovão que nos faz parar:
anuncia a morte do Fado
e a Alma do povo quer vibrar.

Como a saudade que sentíamos
é de um vibrar que renasceu
vibra, meu povo, com força vibra,
mata a saudade que o Fado venceu.

dualeto_2004@hotmail.com

sábado, fevereiro 12, 2005

Elevação Espiritual de Portugal

A Elevação Espiritual de Portugal passa, primeiro de tudo, pela auto-elevação do indivíduo acima de tudo aquilo que atrasa o seu crescimento espiritual... evidentemente, que isto é um processo, um movimento progressivo de toda uma nação, talvez de gerações, apesar da sua presente urgência em ser concretizado.
Entendo por espitualidade o Caminho que conduz ao Amor Infinito, Incondicional, Imaculado, Perfeito, Universal... para com toda a forma de Vida...

...e entendo que tudo é Vida.
Entendo que o Espírito é Amor.
A coisa base que atrasa o nosso passo, impede-nos de andar e, até mesmo, faz-nos recuar neste árduo Caminho, é a ignorância.
Da ignorância vêm os piores perigos para Portugal e para o português: o medo e a estupidez.
Destes dois advém tudo o resto que arrasta Portugal para a depressão espiritual e para o caos material: a vaidade, a ganância, o preconceito (conceito pré-definido sem análise prévia), a luxúria, o orgulho (que tantas vezes é visto como algo de positivo), o egoísmo, a obcessão, a compulsão, o vício e tudo o mais que é defeito de carácter.
Como vencer a ignorância?
Primeiro de tudo, abrir o Coração para o Amor.
Segundo, abrir a mente para a descoberta do que é novo e para a preservação do que é antigo, mas somente o antigo que ajuda a conduzir o individuo, a nação e o mundo para patamares mais elevados de Consciência Amantíssima.
No Amor mora a Sabedoria e na descoberta e preservação do conhecimento mora o entendimento e a orientação.
Terceiro, é preciso conhecer a história de Portugal, a história deste pedaço de terra mesmo antes de Portugal existir e, pouco a pouco, compreender a sua posição no contexto da história do mundo.
Só conhecendo as nossas raízes podemos cortar o cordão umbilical com as mesmas e, livres, compreender que ninguém tem pátria, ou bandeira: tudo é Mãe-Natureza.
Compreendendo a história vemos que houve no território português uma batalha mundana sobre a conquista da compreensão popular sobre o que é o Caminho Espiritual: de um lado a Igreja Católica Apostólica e Romana e do outro aqueles que, através do culto do Espírito Santo (o Amor), procuravam matar a ignorância servil que a Igreja espalhava sobre todo o território, não deixando o povo compreender que cada um é Mestre de si próprio, não havendo qualquer necessidade de pertencer, ou participar em qualquer culto de uma qualquer religião, ou seita, para caminhar na direcção do Amor Justo e Verdadeiro daquilo a que chamamos de Deus.
Evidentemente, a instituição religiosa venceu em muito esta batalha, não estivessem as crenças portuguesas fundamentadas nos apoios em que estão, baseados no medo, no preconceito, na critica negativa e depressiva, etc.
Logo, primeiro de tudo, temos que nos elevar acima de Roma.
Temos que compreender as verdadeiras raízes do cristianismo.

Só podemos compreender as verdadeiras raízes do cristianismo quando parármos de lutar contra Roma e começarmos a concentrar na construção da obra de ser o exemplo vivo da Elevação Espiritual de Portugal: sem dogmas, sem preconceitos, sem medo e sem ignorância...

dualeto_2004@hotmail.com

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

O que falar ás crianças sobre a Pedofilia?

Eu expliquei e continuo a explicar á minha filha que existem pessoas crescidas que querem brincar com o "pipi" das meninas e com a "pilinha" dos meninos e que ela não deve deixar ninguém brincar com o "pipi" dela... e que se alguém brincar com o "pipi" dela que diga ao pai, á mãe, ou a uma professora de quem ela goste muito... que ninguém deve mexer no "pipi" dela a não ser o pai, ou a mãe... e ela entende perfeitamente.
A minha filha fará 3 anos no próximo dia 19 de Fevereiro.

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quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Eu não concordo com o aborto: soluções e refutações...

(Todo este edital é flexivel: se surgirem ideias, quer por minha inspiração, quer por comentário, ou por outra via qualquer, que aperfeiçoem o tema aqui apresentado, então, as devidas alterações serão feitas)

Eu não concordo com o aborto...
Mais especificamente, eu não concordo com a interropção voluntária da gravidez, mas não discordo com o impedimento voluntário da gravidez pelos métodos anti-concepcionais, tais como o preservativo, ou a pílula. Penso que a pílula do dia seguinte é um método de interropção da gravidez e não um método de impedimento da gravidez.
Eu não concordo com o aborto, mas apresento SOLUÇÕES e depois REFUTAÇÕES...
Porém, a melhor coisa que uma sociedade pode fazer é, antes de tudo, despreconceitualizar-se em relação ás questões sexuais e iniciar toda uma educação sexual, aberta e sem tabus, desde a mais tenra idade de qualquer ser-humano: isto vai impedir, cada vez mais, que aconteçam situações indesejáveis no que diz respeito ás práticas sexuais, quer seja ao nível da gravidez não planeada e indesejada, quer seja ao nível da propagação de doenças venéreas: uma coisa que está provada através de exemplos práticos é que, quanto mais despreconceitualizada uma sociedade se torna, menos violações sexuais de mulheres e crianças acontecem... não se deve incluir nesta categoria sociedades de libertinagem sexual... ora, definir onde acaba a libertinagem e começa a liberdade sexual é algo que deixarei para outra ocasião.
Uma coisa que a sociedade portuguesa, em geral, faz de muito incorrecto, é inibir as questões sexuais que as crianças desde a mais tenra idade começam a fazer, ou através de uma postura de fuga ao assunto, ou através de uma postura de vergonha para com o assunto, ou até mesmo com uma postura repreensiva em relação ao assunto.
Nenhum ser-humano é novo demais para começar a compreender o que é a vida sexual.
Evidentemente que a cada idade e a cada pessoa se deve explicar as coisas de acordo com o seu grau de entendimento: nem preconceito, nem libertinagem.


SOLUÇÕES:

1) ADOPÇÃO: em vez de matar o feto indesejado que se está a formar no útero materno, deixar o seu crescimento acontecer normalmente e doá-lo, após nascimento, a quem quer e tenha condições de adoptar crianças, logo, deve acontecer o seguinte:

2) DESENTOPIMENTO BUROCRÁTICO: é importantíssimo facilitar e desentopir o processo burocrático de adopção de crianças para que não se dê o caso da criança ter de ficar com a mãe biológica, o pai biológico, ou a família biológica que não a deseja, ou em qualquer uma instituição á espera que o sistema termine com as formalizações legais da adopção.

3) ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO: acompanhar psicologicamente a mãe biológica, o pai biológico e os familiares biológicos envolvidos no processo de amadurecimento e doação do feto indesejado, até à altura do nascimento do mesmo, por parte de entidades e pessoas que saibam como despertar, orientar e educar o indivíduo para os valores espirituais e mundanos da Vida humana.

4) APOIO ECONÓMICO: o estado deve suportar economicamente a mãe biológica e/ou o pai biológico em todo o processo de amadurecimento uterino e de doação do feto indesejado, até ao momento do nascimento do mesmo, em todas as áreas em que for necessário: gastos médicos, roupa, alimento, deslocações, etc.
As áreas de apoio subsidiário devem ser estudadas caso a caso, assim como a quantidade dispendida no apoio em cada uma das áreas.
A mãe biológica deve ficar em casa, sem trabalhar e com um subsídio estatal, assim que sentir necessidade de que tal aconteça.
Após o nascimento da criança, deve haver um estudo da situação geral da mãe biológica afim de compreender se deve continuar a haver um apoio económico á mesma, ou não, e em que áreas.

CONCLUSÃO ÁS SOLUÇÕES

- Existe um factor em todo este processo de amadurecimento uterino do feto que poderá trazer algumas dificuldades ao bom desenrolar da adopção: a mãe biológica descobrir o amor pelo filho que traz dentro de si.Confesso que ainda não sei qual será a melhor solução para este caso, quando já estiver a acontecer um estudo para a adopção do feto em questão e já houver alguma casal esperando pelo nascimento do bébe para ficar com ele, mas a primeira coisa que me surge é o anulamento da adopção: penso ser preferível desiludir aqueles que se proposeram á adopção, do que retirar o filho da mãe, desejando esta criá-lo.
- Eu não concordo com a pílula do dia seguinte, pois, em meu ponto de vista, ela é um agente de interropção de gravidez e não um agente de impedimento de gravidez (para mais esclarecimento ver abaixo a REFUTAÇÃO "Ninguém sabe com que idade é que o feto já é uma pessoa, ou possui aquilo a que chamamos de alma").

REFUTAÇÕES:

1) Ninguém sabe com que idade é que o feto já é uma pessoa, ou possui aquilo a que chamamos de alma.
Muitos defendem o aborto até aos 3 meses, pois, dizem que o feto ainda não está completamente formado até essa altura e que, logo, não é ainda considerado - por os defensores desta prespéctiva - um ser-humano... mas como é que os defensores desta teoria podem provar isto?!!! A idade em que o feto já é uma pessoa, ou quando é que a alma entra no corpo,ou não, é uma coisa que a ciência ainda não consegue provar: nem a ciência, nem outro qualquer método de descodificação daquilo a que chamamos realidade...
Quem diz que aquilo a que chamamos alma não está presente logo a partir do momento da concepção? Ou quem é que pode afirmar que a alma só entra no corpo/feto depois dos 3 meses? Ou somente quando este nasce? Quem sabe e pode provar qualquer uma destas situações?
Por isso, argumentar que o feto não é ainda uma pessoa antes dos 3 meses é algo um pouco arrogante de afirmar com certeza absoluta...
Logo, a defesa desta teoria não tem bases firmes de serem levadas em consideração.
Elevando a nossa consciência a valores mais altos de posturas e escolhas humanas e tendo em conta que não podemos ainda provar quando é que o feto pode ser, cientificamente, considerado um ser-vivo que luta por sobreviver e, espiritualmente, considerado um ser possuidor de uma alma, então, acabar com uma vida com 1 dia de concepção, ou com 3 meses de concepção, ou com 9 meses de concepção, é, deste modo, igual. Evidentemente que o início de uma vida sexualmente activa traz sempre o risco de uma gravidez acontecer e se tal acontece a responsabilidade deve ser assumida. Para Elevação Espiritual do mundo, de Portugal e do próprio indivíduo temos que ser todos responsáveis pelos actos que cometemos.

2) Fetos fecundados através de violação sexual da mãe biológica.
Mesmo que o feto tenha origem fecunda em situações perturbantes (como é o caso da violação sexual da mãe biológica) este tem direito á vida, não tendo culpa alguma das acções praticadas pelo seu pai biológico... mesmo uma criança concebida através de uma violação tem direito á vida e direito a ser adoptada por quem quer e tenha condições para adoptar a mesma.
Evidentemente que poderá existir, por parte da mãe biológica, uma visão completamente rejeitadora em relação ao facto de ver crescer dentro de si e mais tarde conceber, um ser resultante de uma experiência bastante negativa e dolorosa... porém, isso não é desculpa para a interropção voluntária da gravidez.
Todo o processo de amadurecimento e parto do feto, deve acontecer com o apoio de pessoas competentes que saibam - através de um processo que se assume nada fácil –despertar na mãe biológica a compreensão do respeito pela vida alheia, neste caso, do ser humano por nascer.

3) A mãe biológica, simplesmente, não quer passar pelo processo de gravidez, nem de parto.
Estes casos surgem, geralmente, quando acontece uma gravidez não planeada.
Uma gravidez não planeada tem muitos motivos de acontecer: preservativo roto, a não utilização de contraceptivo, falha do consumo regular da pílula, etc. (excluo aqui o caso da violação sexual por já ter sido acima referido.)
Os meios contraceptivos não são 100% seguros no que diz respeito ao impedimento da gravidez. Evidentemente que o início de uma vida sexualmente activa coloca sempre o risco de uma gravidez acontecer e se tal acontece a responsabilidade deve ser assumida.
Em qualquer um destes casos a mãe tem de assumir a responsabilidade dos seus actos.


dualeto_2004@hotmail.com

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

O que falta nos lideres portugueses?

Amor.
Falta decidirem expressar Amor.
Tão simples quanto isto.
E só falta decidirem, porque Amor já eles têm... e são...
Se eles decidissem expressar Amor nunca deixariam o povo cair em situações tristes, desesperantes, reveladoras de pobreza espiritual e material, sobre as quais eles têm poder de decisão transformadora...
O Amor tem de estar presente na atitude, na postura e nas decisões das pessoas com competência para gerir uma nação...
O Amor pela nação é indespensável á boa gestão do território nacional...
Eu tenho Amor...
... mas também tenho consciência para ver que eu não sou uma pessoa competente o suficiente para governar um paìs... por isso eu renuncio a sequer me aproximar de tal posição...
O mesmo deveriam fazer aqueles que, mesmo sendo competentes, sentem que não possuem Amor suficiente por Portugal.

dualeto_2004@hotmail.com

Porque é que o sistema político em Portugal está a falhar?

É mutio simples:
partidos políticos, ideologias partidárias, governos partidários, atitudes, posturas, comportamentos e escolhas partidárias são, como o próprio nome indíca, coisas partidas, exclusivistas, que deixam sempre alguém de fora e que só beneficiam os que estão por dentro...
O que Portugal precisa (depois de passar por este inevitável patamar de crescimento que são as formações partidárias) é alcançar uma visão universal da nação, com políticos inteiros (ou inteiros políticos), ideologias universais, governos que se expandam a todo o território e a todas as áreas que o constituem...
ou seja, um novo sistema governamental...
mas, evidentemente, isto não é para hoje: ainda temos muito que andar. É algo que se constroì aos poucos, com o pouco que cada um de nós vai fazendo todos os dias de nossas vidas...
O que Portugal precisa é de atitudes, posturas, comportamentos e escolhas que abracem a nação como uma só coisa que ela é...
O que Portugal precisa é que cada cidadão que constitui a sua hierarquia (desde as classes governamentais, ás classes mais baixas de toda a estrutura social portuguesa) compreenda que tudo o que faz no seu dia-a-dia (desde o que come, bebe, veste, fala, pensa, sente, faz...) está de algum modo a contribuir para fazer do país aquilo que ele é...
... aliás, não só o país, mas todo o mundo é aquilo que nós fazemos dele...
Não confundir esta visão universalista com qualquer governo totalitário, monárquico, imperialista, ditadurial, ou qualquer outro tipo de coisa que venha a retirar a liberdade individual e a alegria a que cada ser vivo tem direito por nascença, ao ser único, diverso e diferente de todos os outros.

dualeto_2004@hotmail.com



Descodificação

Existe uma enorme diferença entre aquilo que os outros pensam de mim, aquilo que eu penso de mim e aquilo que eu verdadeiramente sou...

dualeto_2004@hotmail.com

  • Lápis e Papel